quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Soneto Livre




A madrugada fria que aguça  minha saudade
Estampada nas paredes nuas vestidas de solidão,
Lacera o meu ser com precisão e tal impiedade
Que já não tenho mais placidez em meu coração.

Nas minhas noites notívagas e entediantes
Um dilúvio de nostalgia invade minh’ alma.
Quisera ser do amor uma boa comediante
Para suportar sua ausência com toda calma.

Cada minuto sem você se vai minha alegria
Cada amanhecer evoca lembranças nossas
Tenho fome desse amor, minha doce magia...

Sonhos e desejos desenhando sua expressão
Versos doridos escritos em horas mortas
O silêncio se desfazendo em lágrimas de paixão

dinapoetisadapaz

Fim de Caso




Quando deste por encerrado o nosso caso de amor,
Vivi o mais triste despertar, um desalento sem igual.
Foi como um céu nebuloso chovendo lágrimas de dor,
Senti um vento devastador levando teu beijo matinal.

Quanta falta eu senti do teu doce e amoroso olhar!
Foi um tempo de muitos encantos e muito amor,
Momentos de resplendores como uma noite de luar.
Hoje restam cicatrizes, mas o tempo é confortador...

Se nosso amor foi errado, e, se tudo acabou assim
De forma mal resolvida, e com sofrimento unilateral,
Eu tenho o amanhecer que me diz não ser o fim
De uma vida que o amor feriu com seu agudo punhal.

E sigo feliz, vou como as águas, sem me preocupar.
Sou senhora do meu tempo, e cultuar desenganos
Seria um novelo de linha a gradativamente desenrolar
E embaraçar meu caminho, que deseja ser livre de enganos.


dinapoetisadapaz