domingo, 8 de janeiro de 2017

Desilusão

 
Sozinho na mesa do bar
bebendo goles de desilusão.
Enquanto a madrugada calada
se arrasta, arrasta também seus pensamentos
que tocam profundamente o ego corroído.

Pensa na vida, na morte,
na mulher amada que sigilosamente
se foi, sem nada dizer.

Preso a tantos questionamentos
uma dor cortante,
explícita em sentimentos
faz seu corpo tremular.

-onde eu errei?
É tudo tão confuso!

Debruçado em suas lágrimas,
seca o lago dos olhos,
ver seus dias acabados
vegetando no nada,
sente-se abatido, caído,
bebe suas mágoas
na taça da amargura.
-para onde foram todos?

Ah! Se eu fosse um poeta
que finge sofrer, essa minha dor,
eu transformaria em poesia,

mesmo que fosse uma triste poesia!

dinapoetisadapaz

6 comentários:

  1. Agradeço sua visita no "Figueira Minha", passei por aqui, li e gostei, irei continuar a visitá-la, afinal as viagens até não são caras! Desejo-lhe BOM DOMINGO, com o meu abraço.

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  2. Difícil mesmo a aceitação de certos momentos em nossas vidas... Um poema da vida, muito real.
    Abraço.

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  3. Há vidas difíceis.
    Um abraço e bom Domingo.

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  4. Bom dia Dina.
    Um belo poema, bem realista, quantas pessoas não estão se sentindo assim. Uma feliz semana. Abraços.

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  5. Que a esperança renasça a cada amanhecer de um novo dia, belíssimo momento,beijinhos querida amiga

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  6. Boa Tarde, querida Diná!
    Um poema bem realista e tenho um irmão que rezo para que ele poetize mais a vida e não transforme desilusão em chopp...
    Bjm muito fraterno e um abençoado 2017!

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