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terça-feira, 26 de setembro de 2017

A Pretensão


Sentei à mesa pela primeira vez como quem sabe escrever poesia com desenvoltura. Qual a razão da decisão de pretender escrever poesia sem uma bagagem consistente? Não existia n’alma nem no coração naquele momento, um pensamento poético brincando de passear em meu cérebro.

Olhando para folha branca, a mão inapta não esboçava nenhum traço que pudesse povoar o deserto poético, a pena rodopiava entre os dedos, as palavras voaram pela janela, foram ter com o infinito e minha pretensão emudeceu...

Levantei-me, fui até a varanda, desolada, decepcionada por uma tentativa vã, restou-me contemplar o jardim, era uma tarde outonal, as folhas caiam e a nudez das árvores entristecia a passarada procurando abrigo no fim de tarde para seu pouso noturno.

Eu me preparava para uma leitura inspiradora, não foi preciso, as folhas mortas das árvores, porém vivas para meus olhos bailavam ao sabor do vento, desenhavam poemas pelo chão, foi aí que me desnudei tal qual ás árvores, expulsei a insegurança e a inspiração surgiu vestida de coragem outonal dando forma e vida aos meus primeiros versos.

Poeta eu não sou
De crueza, vestida estava
Temia escrever um verso torto
E compor poema nati-morto

Foi assim, numa tarde outonal
que escrevi meu primeiro texto.
A transpiração parecia visceral,
Quando vislumbrei novo contexto
A pena tomou impulso.

Espero lá na frente
Poder avançar na retórica
Tornar-me gongórica
Ser poetisa de verdade

Ao autor iniciante
Deixo aqui meu recado
Não desista, siga adiante
Insista no seu futuro legado.

dinapoetisadapaz

11 comentários:

  1. Uauuu amiga! Adoooorei o texto e a poesia incentivadora para mim que estou iniciando meu palmilhar poético.
    Beijos carinhosos!

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  2. Inspiração e poesia não te faltam...Lindo! bjs, chica

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  3. Gratificante querida amiga, belíssimas partilhas ,desejo-lhe uma quarta-feira muito abençoada beijinhos no coração felicidades

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  4. Me li em teu texto, também não sou poeta, por vezes me vejo desistir, mas a poesia mora em mim, então se meus versos não tem métricas e estruturas, tem a alma minha presa ali

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  5. Aplausoossssss!!! Adorei sua inspiração, Diná!!! Suas palavras foram suavemente escritas, com ternura poética impressionante.
    Beijos,
    Valéria

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  6. A poetisa e toda a sua bela escrita poética!
    Bj

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  7. Olá bom dia!!!
    Estou em seu blog pela primeira vez e já estou gostando muito.
    Bela poesia, a todo instante a natureza nos presentei com seus encantos.
    Um abraço!!!
    Paz e Luz!!!

    Anna Lírios em Letras

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  8. Uau! O próprio texto, ao iniciar, já é uma prosa poética!
    E a poesia gostei muito, terminei com um sorriso de bravo, avante!
    Sabe, Dina, também tenho algo que me barra para escrever, para ler poesia adoro, leio muito, mas ainda não tive coragem de escrever! Fico no que tenho segurança, na crônica. Mas quem sabe um dia eu não tente e siga as suas pegadas?
    Beijão!

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  9. Puxa, imagina se não fosse poetisa hein? Ficou perfeito.
    Grande beijo

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  10. Parabéns pela inspiraçao. Parabéns pelo blog
    Bom fim de semana. Bjs

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